O mundo Com seu egoísmo, e seu espírito maduro! Envelhecido de ideais!... Sombras errantes vagueiam pelas ruas Quem sois afinal!? Zombies carcomidos pelas brumas Heróis da escuridão, almas penadas! Que faço eu, num mundo de penantes E pedantes!?... Fecho os olhos, pra poder sonhar… Sem gritos de tresloucados Sem o silêncio de quem me é igual Mundo insane! O sonho não é real! Abraço a minha alma com firmeza Devolvam-me a certeza de que o amor acontece! Coração…louco, exangue… Veemente…solta teu sangue! Grita a dor que te isolou! Quero exaltar o amor Sem algemas, sem pudor Sem luz de espelhos fingidos Mundo, meu mundo de escolhos Não cegues, dá luz aos olhos De quem em ti se perdeu! E deixa-me viver na lua Que foi minha e, hoje é tua Permite-me olhar o sol! Senão meu corpo arrefece, de desamor… E entorpece! Prostrada ficarei, eternamente… E esse soturno canteiro de negras flores Onde nascem e morrem os teus amores Será pra sempre, um mundo, triste e demente!
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