Numa sala com um cheiro peculiar a humidade e onde as luzes tremeluziam, Tom abre os seus olhos ensonados ao som de um grito angustiante, deparando-se com Jerry acorrentado a uma cama de tortura.
Subitamente liga-se uma televisão, na qual aparece uma silhueta que diz com uma voz aterrorizante:
- Olá Tom. Não me conheces mas eu conheço-te. Quero jogar um jogo. Está a dar-se o confronto que tanto ansiavas na tua cabeça. Este rato infernizou a tua vida. O aparelho a que Jerry está preso vai esticar-lhe os membros até estes se separarem do corpo assim que esta gravação terminar. Mas ele tem uma hipótese de sobreviver com a tua ajuda. À tua direita tens uma alavanca que terás de puxar para o libertar. No entanto, ao activares esse dispositivo, uma pistola irá disparar na tua direcção. O que terás que questionar a ti próprio é se estás disposto a morrer pelo rato que te infernizou a vida. A decisão é tua.
A televisão desliga-se e as correntes começam a esticar. Tom, na sua aflição, começa a roer as garras enquanto Jerry suplica desesperadamente por socorro ao gato. Vendo a angústia de Jerry e já não suportando os seus gritos estridentes, Tom puxa a alavanca, pondo fim ao seu sofrimento.
Neste momento, a máquina pára e liberta Jerry. Este, na sua paranóia, vendo Tom estendido, inerte no chão e sentindo-se culpado pela sua morte, agarra na pata ainda quente do gato e espeta uma garra no peito, caindo inanimado no dorso de Tom.
Dias depois, numa sala dividida a meio por um tanque de água gélida, encontram-se dois gatos. De um dos lados está o Gato das Botas e do outro está Garfield.
Completamente atordoado, Garfield encontra um gravador debaixo de si e, curioso, carrega no play:
- Olá Garfield. Neste momento interrogas-te onde estás. Estás perto de algo que adoras e almejas. O jogo é simples: para obteres a lasanha que se encontra na outra margem terás que atravessar o tanque. Dentro da lasanha encontrarás uma chave que abre a porta atrás de ti. Mas não te esqueças das regras.
Intrigado, o Gato das Botas procura em seu redor algo que lhes indique a que regras a gravação se referia. Desajeitado, tropeça num outro gravador e, receoso, olha para Garfield ouvindo a cassete.
- Olá Gato das Botas. Na outra margem do tanque está um saco com dinheiro e nele encontrarás a chave para a tua salvação – a porta que está atrás de ti. Para a obteres terás que passar a água. A regra é só uma: não se podem encontrar os dois na mesma margem. Caso contrário, as portas selar-se-ão para todo o sempre. Faz a tua escolha. Vive ou morre.
Na sua ambição, o Gato das Botas atira-se para dentro de água, vendo apenas cifrões. Nesse momento, e sem outra opção, também Garfield mergulha, apesar da sua hidrofobia. Ambos atingem as margens opostas. Garfield empanturra-se com a lasanha, encontrando a chave. Por seu lado, o Gato das Botas enche as suas amadas botas com o máximo de moedas possível, ferrando nos dentes a chave salvadora.
De seguida atiram-se de novo à água. Garfield, de barriga cheia, sofre uma congestão fatal a meio da passagem, enquanto que o Gato das Botas, com o peso das moedas associado ao terror instantâneo, afunda-se, morrendo afogado.
No dia seguinte, a Avozinha vê as notícias da manhã e depara-se com uma reportagem sobre mortes maquiavélicas de gatos de Hollywood. Sabendo da fama do seu gato Sylvester no mundo do cinema, a velhota vai verificar se este se encontra no seu cantinho. Procura por toda a casa e não o encontra. No seu lugar encontra um bilhete que diz: “Perdoa-me ou mata-me. Faz a tua escolha!”. Fica apavorada!
Apavorado está também o gatinho que, preso numa velha casa, está com todos os bigodes presos a cabos. De repente abre-se uma porta e aparece um boneco em cima de um triciclo.
- Quem és tu? – pergunta Sylvester.
- Ah ah ah! – exclama o boneco.
- O que queres de mim? – grita o gato, completamente apavorado.
O boneco liga um gravador:
- Olá Sylvester. Vamos fazer um jogo! Toda a tua vida se resumiu a aterrorizar pequenos inocentes. Agora és tu o pequeno inocente. O que tens preso aos teus bigodes são cabos de alta voltagem. Quando esta gravação terminar, terás apenas um minuto para te soltares deles. Após esse tempo deves calcular o que vai acontecer. Só um alicate te salvará a vida. Ele está mesmo à tua frente, mergulhado num recipiente com ácido. Basta mergulhares as patas e agarrá-lo. Mas rápido, pois o ácido dissolverá o instrumento. Assim como os teus membros. A decisão é tua!
Com tanto terror à sua volta e um minuto apenas para se salvar, Sylvester introduz a pata no recipiente desesperadamente. Depressa apercebe-se que já não tem pata, pois foi corroída. A poucos segundos de acabar o tempo, a voz por detrás do gravador dá a cara e o gato surpreendido, profere o seu último suspiro num breve: “Tu?!”. Sylvester morre electrocutado.
Um gélido “Game over!” quebra o silêncio provocado pela morte de Sylvester.
Entretanto, a Avozinha atravessa a cidade de lés a lés em busca do seu gato, até que por fim, encontra uma casa velha e decide entrar. Depois de alguns passos, depara-se com uma arma do seu lado direito com um bilhete que diz apenas “Agarra-me!”.
De arma na mão, sobe as escadas desenfreadamente e encontra Sylvester estendido no chão e Tweety a seu lado, com um sorriso maquiavélico no bico e com os braços no ar, pronto para ser abatido a tiro.
- Porquê Tweety? – perguntou a Avozinha, ainda não acreditando no que os seus olhos viam.
- Porque toda a minha vida fui martirizado por este gato malvado e entendi que todos os da sua espécie deveriam pagar pelo que o Sylvester me fez. Agora tens a oportunidade de escolher: perdoas-me ou matas-me?
By:
Carolina Miguel
Élio Salsinha
Mara Castanheira
Maria João Vieira
Foi de manha á noite loooool
entretanto tb tamos de ferias :P
jinho na paxaxa :D