Quero atirar me a vida
E me sentir livre
Livre para parar de ter medo da claridade do sol
Parar de ter medo de queimar minhas asas
Quando levantarei voo e me aproximarei para desfrutar
Do calor intenso que poderá aquecer o gelo da minha alma
Será essa a liberdade que
Ainda me resta.
Quero deixar de abafar meus gemidos
Encontrar na força de todos os meus gritos
O poder de destruir os muros que construí a minha volta
A cada dia
Da minha pobre existência,
Clamarei ao mundo esta nova dimensão infinita
Encontrada
Tão eterna como o sorriso de um puro olhar
Esse clamor que me fará parar
De chorar pela minha dor
Que me fará para de velar os meus passos trementes.
Essa oração vira me libertar aos poucos
O suficiente para eu entender
O quão longe eu andei.Deixarei a paz guiar de novo todos os meus passos E invadir meu ser da sua mais intensa inocênciaPara trás ficara o que já não me serve porque daíNada poderei construir Caminharei descalço um pé a frente do outro sem cairCaminharei sobre as águas impuras do meu passado Para poder atingir um horizonte suave Aquele do meu futuro . Irei de novo inteiro a cada encontro com o meu destinoSentirei freneticamente correr nas minhas veias O sangue da paixão reencontradaEm mais um amanhecerA magia das palavras descritasNuma simples folha de papel Dedicadas ao duradouro sentimento que me habitaNeste preciso momentoSentirei a necessidade de tocar o brilho das estrelasGozar o céu no seu mais belo encantoAgarrar o universo e o apertar como se deleDependesseA sobrevivência da minha existência .Nos meus mais íntimos pensamentos ardera o fogo dos meus desejos Partilharei o nirvana dos meus sentidos Numa dança de loucura relembrada numa maldita solidãoSerei livre enfim !No meu peito gravarei teu nome Esse nome que traz auxilio ao pobre naufragado que souEsse nome que por muito se encontro de mim exilado :Liberdade